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Venda do Caldeirão é aprovada por maioria na Câmara

a cam caldePor 10 votos a três, foi aprovado na noite desta segunda-feira, dia 07, o projeto de Lei nº 63/2013, autorizando a Prefeitura a vender o Estádio do Caldeirão e o Ginásio Poliesportivo. O projeto recebeu seis emendas, entre elas, a exigência de que sejam mantidos os nomes atuais do estádio e do ginásio. Com a aprovação, os bens devem ir a leilão com o valor mínimo de R$ 7 milhões e o recurso será usado para a construção de um complexo esportivo maior e mais moderno, na área do Campo do XV.

Durante a sessão, o secretário de Infraestrutura Urbana, Alysson de Miranda, explicou que para chegar-se ao valor mínimo, foi montada uma comissão que analisou a área, a topografia, a geometria, entre outras condicionantes do mercado. O secretário disse, ainda, tanto o ginásio quanto o campo não oferecem mais as condições ideais para práticas esportivas. O Ginásio, por exemplo, não possui as medidas oficiais da FIFA para as modalidades de handebol e futsal. “Além da área do XV, a Prefeitura está negociando uma área com a Planejar Engenharia próximo ao Bairro Colina Verde para um novo campo de futebol”, revelou o Secretário.

Durante o debate, cada vereador apresentou seus argumentos em votar a favor ou contra a venda do bem público. A vereadora Elizângela Sette ressaltou que acredita muito no projeto do complexo esportivo. “Sou a favor de se desfazer do que não é mais adequado em benefício de melhorias para a população”, justificou Elizângela.

Para o vereador Osmar Gomes (Cabeção), votar a favor da venda do Caldeirão não é apenas dar um voto de confiança ao Executivo. “É um voto de confiança para nós também, para honrarmos os votos de confiança dos eleitores”, argumentou.

Também favorável, o vereador Sérgio Figueiredo observou que o Poliesportivo está condenado pelo Corpo de Bombeiros. “Como disse um fazendeiro: parece um galpão para guardar ração”, lamentou o vereador, cujo pai foi homenageado com o nome no Ginásio.

“Os banheiros do estádio são uma vergonha”, complementou o vereador Lucimar Pinto. “Se nós não acreditássemos em dias melhores, não tomaríamos essa decisão”. Ele observou: “A política já acabou! Pelo que estamos vendo, o prefeito está trabalhando e eu não bato palmas para coisa errada”, enfatizou.

Representando o XV de Novembro, o desportista Manoel Generoso, foi firme em argumentar que a venda do caldeirão é imprescindível. “Guanhães está crescendo e só assim teremos estrutura para competir com cidades maiores”, observou, sonhando com a realização de partidas do Cruzeiro e do Atlético no município.

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