Facebook
arte-clima-guanhaes

Patrimônio Histórico

Igreja Matriz de São Miguel e Almas

igreja saomiguel fotoLucianeGoebel 28A igreja Matriz de São Miguel e Almas, localizada na Praça JK, foi tombada como patrimônio Histórico Municipal pela Lei 1.914, de 22/12/00. Além da parte externa da igreja, foram tombados todos os bens móveis e imóveis de relevante valor histórico que compõem seu conjunto, como: o lustre central, os retábulos laterais direito e esquerdo, o retábulo lateral direito estilo neogótico, o altar-mor, o quadro situado sobre o centro do corpo da Igreja, de São Miguel em combate, a pintura sobre o coro, e as pinturas nos dois ócolos laterais dentro da nave, após o arco do Cruzeiro (duas rocalhas pintadas).

A história da igreja matriz faz parte da história de Guanhães. Por meio do Alvará Régio de D. João VI, de 26/01/1811, foi autorizada a construção da igreja.

Imagem de São Miguel

sao miguel1Os bens móveis de que trata a lei de Tombamento da Igreja Matriz dizem respeito à imagem de Nossa Senhora das Dores, a imagem de madeira policromada de São Sebastião, a imagem policromada de São Miguel, (foto) a imagem articulada de madeira de Nosso Senhor Morto, e a imagem de madeira de Nosso Senhor dos Passos.

 

 

  

 

 

  

Capela da Associação de Caridade N.Srª. do Carmo

capela3A Capela da Associação de Caridade Nossa Senhora do Carmo foi tombada pela Lei Nº 1,766, de 21/05/96, e passou por uma restauração no início de 2009.

Construída ao lado do antigo hospital, em meados da década de 20, pelo Monsenhor Antônio Pinheiro Brandão, a capela era um espaço muito procurado pelos familiares e amigos de enfermos que estavam em tratamento no antigo hospital.

Com a desativação da capela e demolição do antigo hospital, peças como turíbulo, âmbula, patena, ostensório e um velho sino, foram guardadas. Algumas estão no Hospital Regional e outras na Casa de Cultura Laet Berto.

O altar-mor, datado de 1720, é Barroco e foi doado à Capela em 1924. Ele fazia parte de uma igreja já demolida e que ficava localizada à Rua das Cavalhadas, no Serro (MG). O altar foi doado ao Monsenhor Antônio Pinheiro Brandão e veio do Serro até Guanhães transportado em carro de boi.

 

 

 

Coreto Maestro Augusto Nunes Coelho

a coreto praça Jk Coreto 2O Coreto Público, situado à Praça JK, foi tombado pela Lei 1.852, de 19/06/98. Em 22 de dezembro de 2000, o Coreto recebeu o nome de Coreto Maestro Augusto Nunes Coelho, o senhor Dú.

 

 

 

 

 

Casa da Cultura, antiga Cadeia Pública

a Casa da Cultura Laet berto 2Construída no início do século XX, a Casa da Cultura Laet Berto serviu durante muitos anos como Cadeia Pública Municipal, abrigou a Biblioteca Pública e a Administração Fazendária do Estado. Em 1997, foi requerida a cessão do antigo prédio para a Coordenadoria de Cultura.

O prédio foi tombado como patrimônio pela Lei 1.852, de 19/06/98 e a Casa da Cultura Laet Berto foi criada pela Lei 1.854, de 19/06/98. Já, o tombamento Cultural da Casa de Cultura, foi realizado pela Lei 2.946, de 04/03/03, por possuir relevante valor arquitetônico, cultural e histórico.

O prédio da Casa da Cultura abrigou a primeira e a terceira cadeia pública de Guanhães. Na época, existiam na cidade dois partidos políticos: os “Pelados” e os “Cabeludos”. Certa vez, membros desses dois partidos entraram em conflito e dois membros foram presos. À noite, os dois partidos se uniram, foram até a cadeia, libertaram os dois membros e atearam fogo no prédio.

Permaneceram os escombros por longos anos, passando a segunda Cadeia e Tribunal de Júri a funcionar na Rua Francisco Nunes, em frente à antiga residência do senhor Bernardo Café. Quando esta foi desativada, uma verba possibilitou a construção do prédio atual.

As madeiras da demolição da segunda Cadeia e Tribunal de Júri foram doadas para a construção da Santa Casa de Misericórdia Nossa Senhora do Carmo, obra do saudoso Monsenhor Pinheiro Brandão.

Sítio do Candonga

candogaO Sítio do Candonga foi tombado como bem cultural, por possuir valor arquitetônico, natural, paisagístico e histórico. Seu dossiê de tombamento destaca que por “sítio paisagístico, histórico e arquitetônico do Candonga” entende-se uma área de aproximadamente 7,26 quilômetros quadrados, localizada na porção sudeste do município de Guanhães (MG). A área assume especial importância por incluir as várias galerias associadas à antiga Mina da Candonga e restos de mata original preservada.

A mina foi construída sobre depósito de características peculiares, servindo de modelo exploratório durante o período do seu funcionamento. A presença de pequenos de floresta original é fator importante, na medida em que a região encontra-se em alto grau de degradação.

O conjunto tombado por lei municipal abrange, portanto, desde os restos de mata como as diversas bocas das galerias da Mina do Candonga, bem como a sede da fazenda de mesmo nome. Além disso, destaca-se a presença na área de lápides preservadas da primeira metade do século XIX, em local que deve corresponder ao antigo cemitério e passível de estudos ainda mais aprofundados.

Sugeriu-se o tombamento da sede da Fazenda do Candonga, localizada em área rural do município de Guanhães, devido ao seu valor histórico e arquitetônico, sendo exemplar representativo do sistema construtivo e da estética de sua época.

Consiste em um bem cultural peculiar, detentor de extrema ligação com a história da região, testemunho material do período relevante das explorações auríferas no estado.

Apesar de modificado e degradado internamente, manteve o seu partido intacto e a maioria dos seus elementos estilísticos externos originais, justificando assim a preservação de sua volumetria no contexto da paisagem e de suas fachadas, que retratam a história da arquitetura secular e colonial mineira.

Recomendou-se o tombamento da fachada e volumetria, uma vez que o interior das edificações encontra-se bastante alterado, modificado e destruído, estando os vestígios de sua condição original em estado precário.

Monumento do Cristo Redentor

cristoLocalizado no alto do Bairro Santa Tereza, o monumento ao Cristo Redentor foi tombado pela Lei Nº 2.007, de 17/12/02.

Antigamente, havia no local um Cristo de madeira, adquirido em São Paulo por José Emídio Neto, que doou ao município como realização de um antigo sonho pessoal. Ele conseguiu a área com os herdeiros de Jorge Teixeira e lá foi edificado um monumento de madeira. O monumento foi abençoado por Dom Antonio Felipe da Cunha, na época Bispo da Diocese de Guanhães. A missa foi celebrada pelos padres Saint Clair e Domingos do Carmo.

Segundo relatos, a imagem ficou no local por algum tempo, vindo a ser destruída posteriormente num ato de vandalismo, cujos autores não foram descobertos pelas autoridades competentes. Diante desse acontecimento, a comunidade se uniu no sentido de adquirir um novo monumento.

O transporte das peças do monumento foi doação do senhor Emídio Neto. As 145 peças ficaram depositadas no pátio da Autoveg, por um período superior a 6 meses, aguardando recursos financeiros para sua edificação no local já popularmente denominado como “Monte Cristo”. Nesse período, algumas peças sofreram a ação do tempo, mas não ficaram comprometidas. Diante dessa situação, inúmeras pessoas solicitaram ao senhor Sebastião Magalhães de Sena, que de 1987 a 1989, havia assumido a coordenação da reforma da Igreja Matriz de São Miguel e Almas, que este assumisse também a obra de edificação do Cristo.

Em 06 de maio de 1996, a obra de edificação do monumento do Cristo Redentor foi iniciada. A obra foi entregue em 29 de setembro de 1998, dia do padroeiro da cidade, quando foram retirados os andaimes após a conclusão da pintura.

O monumento possui 21 metros desde a base até o topo e pesa 10 mil quilos. Com o preenchimento, o Cristo pesa aproximadamente 20 mil quilos.